O zero é um número inteiro que precede o 1. Parece simples e natural, quase intuitivo, mas para chegar nele há toda uma história, literalmente. A palavra zero tem sua origem no árabe ṣifr, proposta em 976 por um enciclopedista persa, que teve a idéia de usar um círculo quando não houvesse um número para colocar nas contas (o equivalente nosso a uma célula em branco no Excel). Fibonacci (c.1170–1250), que era italiano mas cresceu no norte da África, introduziu a idéia no Ocidente. Na India, no século 9, o zero já era usado em cálculos e não simplesmente para guardar um espaço onde não houvesse nada. Entretanto, o conceito do zero em si confundiu civilizações milenares. Os gregos antigos, por exemplo, não conseguiam resolver o paradoxo de como alguma coisa pode ser nada. E nós, será que a nossa intuição evoluiu?

Quando temos que comparar valores que envolvem o zero, perdemos a referência. Por exemplo, um cartão de crédito  tem mais chance de ser escolhido quando a taxa de juro é acima de zero do que quando é zero. Uma taxa de juro de 20% parece alta comparada com o 1%, mas quando comparada com o zero não é tanto assim… Pesquisa publicada pelo Journal of Consumer Research.