Confiança em momentos de crise? Em momentos de crise, em que as pessoas estão com medo de perder o emprego e se sentem ameaçadas, parece uma contradição falar em confiança, mas é exatamente isso o que é necessário em momentos de crise, confiança! Afinal, não é preciso muita iniciativa pessoal para sentir confiança quando tudo está bem e você está de férias na praia ou acabou de receber um bônus.

O oposto de confiança é insegurança

A insegurança começa desde sempre. Para tudo na vida, desde aprender a comer, andar, falar, para passar de ano na escola ou conseguir um emprego, temos que enfrentar muitos fracassos, mas o problema é claro, não são os fracassos, são as duras críticas que recebemos quando erramos. Alguns pais ensinam pelo estímulo e incentivam os filhos a tentarem novamente, mas outros usam a punição.

No ambiente de trabalho, não é diferente, alguns gerenciam pelo estímulo e outros pela punição. Na verdade, não é a punição em si que traz os resultados que um gerente espera de seus funcionários, mas o medo. É pelo medo que um filho faz a tarefa e é pelo medo que você não pede o aumento ou a promoção. Em ambos os casos, quem gerencia obtém os resultados esperados, você obedece.

O oposto de confiança é insegurança e a fonte da insegurança é o medo. O medo acaba com o seu potencial, os seus sonhos e, eventualmente, com a sua saúde. Como sair desse cenário assustador? Simplesmente tendo confiança.

Como desenvolver confiança

Em primeiro lugar, entenda que a confiança tem que ser em você mesmo, e não em um cenário futuro, não na esperança de que tudo vai mudar. É a confiança absoluta de que você é indestrutível.

A boa notícia é que a solução é simples. Para adquirir confiança, veja essas três estratégias simples e poderosas:

  • Postura. Simplesmente a postura do seu corpo. Primeiramente, os seus ombros não podem estar curvados para frente, seus ombros precisam estar retos. Nós curvamos os ombros para frente, ficando com as costas ligeiramente curvadas, em um gesto de proteção à cavidade abdominal que contém órgãos como o coração e pulmão. É um ato de autodefesa e diz ao seu cérebro e a todos que estão te observando que você está com medo. Mudando a sua postura, você estará informando ao seu cérebro que você está confiante.
  • Passo. Ande com confiança, o seu passo não pode vacilar. Para praticar, vá a uma rua cheia de pessoas ou até mesmo ao shopping e ande com confiança, olhe para o infinito se necessário ou a um ponto a sua frente e observe as pessoas se desviando de você porque parece que você sabe onde quer ir. De novo, você está dizendo ao seu cérebro que está confiante.
  • Linguagem. Não peça infinitas desculpas entrando no famoso “explanation loop”, um círculo de explicação que não tem fim. Imagine que você vá a uma entrevista de emprego e alguém te pergunta por que você ficou fora do mercado de trabalho. Talvez você não tenha conseguido um emprego, talvez tenha tido um problema na família ou quem sabe até se dedicado aos filhos. O que o entrevistador quer não é saber da sua vida pessoal ou ouvir suas dificuldades, ele quer simplesmente saber se você transpira confiança. Como o entrevistador vai ter confiança de que você é a pessoa certa se nem você tem? Resuma a discussão, explique como as habilidades adquiridas nesse período irão ajudar no seu desempenho no cargo e finalmente volte a conversa para o tópico favorito do entrevistador, que é a empresa e o cargo.